Resenha: O Lado Feio do Amor (UGLY LOVE) - Colleen Hoover

I.S.B.N.: 9788501105738
CÓD. BARRAS: 9788501105738
Idioma: Português
Acabamento: Brochura
Título: O Lado Feio do Amor (Ugly Love)
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Páginas: 336
Pontuação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ 
() Favoritado!

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Sinopse: Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Tate é uma garota adorável, que por conta de seus estudos, acaba se mudando para o apartamento do irmão Corbin em São Francisco. Logo ao chegar Tate tem a primeira surpresa de muitas que ainda a aguardam. Em frente à porta de sua nova moradia há um homem bêbado, desmaiado, que bloqueia sua entrada. Sem saber o que fazer, Tate liga para o irmão em busca de ajuda. Passados alguns instantes Corbin por fim identifica o bêbado como seu vizinho e melhor amigo, Miles. Sabendo que o homem deve ter tido algum grande motivo para chegar a tal situação, Corbin apenas orienta Tate que o coloque para dentro. E então os problemas começam.

"São os olhos azuis mais claros que já vi. Completamente diferente dos olhos pesados e vermelhos de ontem à noite. O azul é tão claro que os olhos quase não têm cor. Continuo encarando-os, meio que esperando conseguir ver ondas se prestar bastante atenção. Diria que são tão cristalinos quanto as águas do Caribe, mas na verdade nunca fui ao Caribe, então não tenho como saber." – Pág. 33 

Com um passado obscuro e cercado de lembranças amargas, Miles é um homem reservado, misterioso, que foge de problemas e relacionamentos, até Tate cruzar seu caminho. Sem planos de se apaixonar ou ter qualquer envolvimento com sua nova vizinha e irmã de seu amigo também piloto, Miles faz o possível para manter certa distância entre ele e Tate, mas as coisas não saem como o planejado e durante um jantar de Ação de Graças, Miles vê sua determinação desmoronar.

"Não me pergunte sobre o meu passado – fala, com firmeza. – E nunca espere de mim um futuro." – Pág. 94

Lutando para ter o máximo possível de controle sobre o que quer que ele e Tate possam vir a ter, Miles lhe propõe um acordo, onde eles serão apenas “amigos com benefícios”, e complementa com duas regras: Nunca perguntar sobre o passado e não esperar um futuro. A Tate não se agrada muito com as regras, mas a vontade de ter Miles é maior e ela acaba cedendo.

A princípio o desafio de não saber do passado vai passando batido e isso é um mero detalhe, mas quanto mais eles vão se envolvendo e criando sentimentos, mais difícil fica não fazer perguntas, e a partir daí que os problemas começam.

Em uma narrativa fluída, Colleen em 1ª pessoa vai nos apresentando a trama pelo ponto de vista de Tate vivenciando o agora, alternando com o ponto de vista de Miles em flashback (onde vamos aos poucos montando o quebra-cabeças de seu passado trágico) quase até o final do livro, onde ao concluir a apresentação dos fatos que transformaram a personalidade dele, ela direciona o foco dele para o presente também.

Outro diferencial da narrativa de Colleen Hoover, é que mesmo quando passamos muito tempo dentro da cabeça de Tate entre suas reflexões sobre sua atração e seu relacionamento que caminha para o lado tóxico com o Miles, em nenhum momento achamos que isso diminui o ritmo da leitura ou torna a passagem menos interessante ou chata, como acabou acontecendo em outros livros do gênero New Adult que eu li e que o diálogo interno constante da protagonista acabou me entediando profundamente.


"O amor nem sempre é bonito, Tate. Às vezes você passa o tempo inteiro desejando que um dia ele mude. Que melhore. E aí, antes que perceba, você já voltou para a estaca zero e perdeu o seu coração em algum lugar no meio do caminho." – Pág. 172 

A personagem Tate é forte e guerreira, apesar de alguns leitores não terem concordado com suas atitudes, eu acabei entendo completamente suas decisões e principalmente sua esperança em tentar ficar com Miles, mesmo que em muitos momentos ela abra mão do orgulho próprio e se contente com o que quer que ele esteja disposto a lhe dar.

Miles por sua vez, é grosso, idiota e muitas vezes egocêntrico. Claro que entendemos depois de tudo o que ele passou, mesmo assim não faz dele o cara ideal no momento. Sua dor ofusca sua verdadeira personalidade e ele acaba se tornando literalmente uma faca de dois gumes, tanto para Tate, quanto para ele mesmo.

"É óbvio que a pessoa, quem quer que tenha sido, que inventou a frase estou morrendo de amor por você nunca sentiu o tipo de amor que existe entre Tate e eu. Se tivesse, a frase seria estou vivendo de amor por você." – Pág. 328

Esse foi o primeiro livro que li da autora e definitivamente adorei. Pretendo futuramente ler mais livros dela, pois gostei bastante da mensagem que esse livro me transmitiu no término da leitura. O lado feio do amor é um livro denso, mas bastante interessante na sua construção já que eu nunca tinha lido uma história tão marcante e comovente o que me fez ser obrigado a dizer que a Colleen Hoover arrasou nesse livro, então não é a toa todo esse sucesso obtido.
Enfim, agora nos resta esperar qual será a próxima cartada da autora em sua carreira promissora.
Recomendo muito a leitura!

Curiosidades:

Uma novidade é que O lado feio do amor vai virar filme, as gravações já começaram e já temos inclusive um teaser:



Trailer do Filme

Playlist do Livro:




Ugly Love - (Griffin Peterson)




Autor (a) da resenha: Luan Henrique Almeida

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