Resenha: A Proposta- Katie Ashley

Nome do livro: A Proposta.
Titulo original: The Proposition.
Autor: Katie Ashley.
Editora: Pandorga.
Ano de lançamento: 2012.
Ano de lançamento no Brasil: 2013.
Número de páginas: 312.
Pontuação: ♥ ♥ ♥ ♥

Sinopse: Com a chegada dos trinta anos, Emma Harrison está com seu relógio biológico tinindo e ainda aguarda o seu príncipe encantado aparecer. Ela está ficando sem opções, principalmente depois que seu melhor amigo gay desistiu de ser seu doador de esperma. Claro, sempre há um banco de esperma, mas Emma tem medo de que haja alguma confusão com a doação e ela possa receber a semente de um monstro assassino ou algo do tipo. O maior mulherengo da empresa, Aidan Fitzgerald, está acostumado a sempre conseguir o que quer, principalmente no quarto. Quando Emma rejeita suas investidas na festa de Natal da empresa, ele fica determinado a conquistá-la a qualquer custo. Ao saber sobre a difícil situação de Emma, ele rapidamente faz uma proposta que beneficiará a ambos. Ele será o pai do filho da Emma, mas ela precisará concebê-lo naturalmente, com ele. Sem ninguém com quem namorar ou simplesmente fazer sexo casual, Emma reluta em aceitar a oferta, mas o charme dele e o intenso desejo dela pela maternidade vencem a questão. Logo as seções para a concepção do bebê se tornam mais do que físicas. Aidan não parece se afastar dela, enquanto Emma começa a pensar que ele pode ser o homem certo.

A vida de Emma Harrison, nunca foi fácil. Perdeu o pai quando criança, seu noivo morreu pouco antes do casamento e poucos anos depois sua mãe morre de câncer (Macumba Saravá, que essa menina atrai, viu?). Depois de passar por tanta tristeza e dor, Emma quer ter, finalmente, um pouco de alegria em sua vida. E o que pode deixa-la realmente feliz e realizada é conseguir realizar seu maior sonho de ser mãe.

O problema é que há anos Emma não tem um relacionamento sério (deve está cheia de teias de aranha) e também não quer usar do banco de esperma, pois tem medo de acabar com a semente do capeta dentro dela (rsrsrs).

Então ela pede para que seu melhor amigo, que é gay, Connor,seja o doador do material. De início tudo estava bem. Ele aceitou a proposta da amiga, porém, o namorado de Connor não estava preparado para ver seu parceiro conceber uma criança com outra pessoa, acreditando que a relação deles ficaria desestabilizada e o obriga a escolher entre ele ou a amiga. Sob pressão, Connor desiste de ser o doador de Emma (Aff! Parceirinho chato esse. já sei que esse boy não tem magya pra se garantir não).

Aidan Fitzgerald, um mulherengo conquistador e solteirão bem sucedido (personagem tipicamente clichê. Adoro clichês, haha), conhece Emma na festa de Natal da empresa em que ambos trabalham. Ele tenta jogar seu charme para leva-la para a cama, mas a menina que foi avisada pelas amigas (boas amigas por sinal), dá um belo “passa fora” no rapaz, o que só o deixa mais determinado a conquistá-la.

De uma forma bem louca ele fica sabendo dos problemas de Emma e eis então que ele vê uma maneira de os dois conseguirem o que querem. Ele se dispõe a ajudar Emma a conceber o bebê,(super prestativo, sqn) mas, de forma natural (nem é besta). Assim, os dois conseguem o que querem: ele a leva para a cama e ela consegue o que mais deseja na vida, um filho! (detalhe: Aidan tem um motivo secreto pelo qual ele se dispõe tão fervorosamente a convencer Emma de aceitar sua proposta para ajuda-la a engravidar, o rapaz merece uns créditos aí).


“- Você já teve tanta morte e perda que você decidiu que quer um pouco de vida em você. Ele apertou a mão dela. 
- Certo? 
Ela respirou rouca, enquanto suas palavras ecoavam nela. Como era possível que alguém como Aidan conseguisse explorar tão fundo meu coração e minhas emoções, quando mesmo Casey, às vezes não entendia seu desejo profundo pela maternidade? 
- Sim. - ela murmurou. 
 Então me deixe te dar isso. Me deixe te dar um bebê.”- Aidan.

Após acertarem os detalhes do acordo, eles começam as tentativas de concepção. Depois da segunda tentativa, Em finalmente consegue concretizar seu maior sonho ao ficar grávida. Emma esperava que quando ficasse grávida, Aidan iria embora, mas, na verdade, ele aproximou-se ainda mais: sempre a ajudando e interessando-se por saber do que ela precisava,acompanhando-a ao médico, fazendo o que fosse possível para vê-la confortável. Ela acaba sendo apresentadas à família de Aidan (meio que foram as circunstâncias que o levaram a apresentá-la).  As quatro irmãs do rapaz a adoram e seu pai já a tem como filha (lembrando que o pai do Aidan é um personagem muito importante na história.Eu A-D-O-R-O o Patrick :D).

Aidan entra em conflito com seus sentimentos. Quando propôs o acordo só pensava em conseguir levar Emma para a cama e realizar o desejo dela,quem saber conviver um pouco com a criança gerada, mas só isso. E então as coisas começam a mudar, seus sentimentos ficaram maiores e mais confusos e ele pede a Em, para que tentem ter algo mais... (Esse ‘algo mais’... aiai)

“- Mas... eu quero tentar ter mais com você. -Emma ofegou. 
- Você quer? -Ele olhou para ela atentamente. 
- Mesmo que eu odeie admitir isso, eu realmente senti saudade de você enquanto eu estava fora.” -Aidan. 

O tempo passa, a gravidez de Emma vai progredindo bem, os dois estão cada vez mais unidos e felizes. O relacionamento está caminhando a passos lentos, mas com visível progresso até que Emma diz aquelas três palavras mágicas que sempre mudam tudo para melhor ou para pior... Aidan sente o mesmo por ela, mas não consegue admitir (homem idiota, babaca e inseguro). Há muito tempo alguém o estragou para o resto das mulheres e ele tem medo de se entregar novamente. Em vez de revelar seus sentimentos, ele se torna frio e distante, e no auge de seu conflito pessoal comete um erro (e justo em um dia que deveria ser importante, tanto para ele quando para ela) que faz com que Emma se afaste dele.

“Ele tinha jogado a felicidade fora e a afastado com ambas as mãos. Afundando-se no sofá, ele permitiu que os soluços rolassem por ele. A última vez que chorou tinha sido quando ele havia perdido sua mãe. Agora ele estava experimentando outro esmagamento de sua alma com a perda." 

A história tem cenas muito engraçadas, românticas e fofas. Os personagens são uma atração à parte: a Emma é uma mulher ‘certinha’, criada em família tradicional, é a ‘menina modelo’ da sua cidade natal, todos a amam e protegem por causa de seu jeito tímido e cativante. Aidan, por outro lado, mesmo tendo sido criado em uma família de católicos irlandeses, se torna um mulherengo, sem a mínima intenção de casar e ter filhos, o que deixa Patrick, seu pai, louco de raiva. Ainda assim Aidan é engraçado e sabe ser gentil e cavalheiro quando quer.

Tratando de maneira mais “pé no chão” o envolvimento do casal, o livro consegue abordar temas frequentes nas relações amorosas: amor repentino, mágoas passadas, conflito de sentimentos, frustrações, perdas, traição e perdão. A princpio, parece um livro como todos os outros, mais uma cópia de outro livro, só mudando o nome, mas na verdade o livro se revela algo mais profundo e cativante. E que com certeza merece ser lido!

O forte dele, em meio a tantos, é o fato de serem personagem mais ‘reais’, uma coisa possível de acontecer. Mesmo com todas as partes de pura ficção, o livro não tem “gandismos”, nada de caras super ricos, donos de meio mundo, ou possessivos, obsessivos, ou gostos estranhos. É apenas um casal de vida normal, tentando superar os traumas da vida, as dificuldades e experiências ruins.

2.Livraria Cultura
3.Submarino


Autor (a) da resenha: Kessia G. N.

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