Resenha: O Primeiro Último Beijo- Ali Harris

ISBN-13: 9788576864479
ISBN-10: 8576864479
Ano: 2016
Páginas: 448
Idioma: português
Editora: Verus
Pontuação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
() Favoritado!

Sinopse: “O primeiro último beijo” conta a história de amor de Ryan e Molly, de como eles se encontraram e se perderam diversas vezes ao longo do caminho. Na primeira vez em que eles se beijaram, Molly soube que ficariam juntos para sempre. Seis anos e muitos beijos depois, ela está casada com o homem que ama. Mas hoje Molly percebe quantos beijos desperdiçou, porque o futuro lhes reserva algo que nenhum dos dois poderiam prever…
Esta história comovente, bem-humorada e profundamente tocante mostra que o amor pode ser enlouquecedor e frustrante, mas também sublime. Na mesma tradição de P.S. Eu Te amo e Um Dia, O Primeiro Último Beijo vai fazer você suspirar e derramar lágrimas com a mesma intensidade.

Antes de começar a falar sobre a história, queria dizer que há um bom tempo não lia uma história que me fizesse chorar tanto como essa. Nem lendo "Um dia" eu me emocionei tanto.


"Volto ao pacote e enfio outro biscoito na boca, tranquila por saber que não tem importância se eu engordar. Não sou mais uma adolescente, e meu coração não pode ficar mais partido do que já está. Quando se passa pelo que eu passei, quando se aposta no amor- e se perde-, nunca se é a mesma de novo. Não de verdade."


Essa é a história de Molly e Ryan, e de como eles lutaram até o último momento pelo amor deles. E sabe a frase "até que a morte nos separe"? Ela pode ser triste, mas quando se ama de verdade, só a morte é capaz de separar aqueles que se amam verdadeiramente. 



"-Agora- ele disse suavemente-, imagine que eu estou atrás de você, dizendo, Molly Carter, que eu te amo, que sempre amei e sempre amarei, e que aqui mesmo, bem no coração do Central Park, quero lhe perguntar se você aceita o meu coração, se vai cuidar dele para sempre e me deixar cuidar do seu."


Molly, quando adolescente, vivia em uma busca para descobrir quem realmente era, sem as tranças que sua mãe fazia em seu cabelo ou as roupas terríveis que tinha que usar. Ela queria apenas ser ela mesma, encontrar uma amiga que a aceitasse do jeito que era. Até que ela conhece Casey e as duas se tornam inseparáveis. Mas faltava algo ainda em sua vida: Ryan.

Ryan é o típico garoto que todas as meninas suspiram. É um cara divertido, que adora esportes, um professor amado por seus alunos e muito apegado a família. Todos na cidade de Leigh-on-Sea, uma cidade interiorana da Inglaterra, o conhece e torceram por ele para que se tornasse jogador de futebol, o que não aconteceu devido a uma lesão.

Desde que se conhecem, ainda adolescentes, Ryan e Molly sentem uma conexão inexplicável. E por mais que Molly se faça de durona e difícil, ela não pode negar para si mesma o quanto gosta de tê-lo por perto, de olhar seus lindos olhos azuis.

O livro é todo narrado por Molly que, enquanto está arrumando suas caixas para mudança fica se lembrando de sua vida com Ryan. Cada objeto, foto e intermináveis listas de coisas a fazer, remetem a alguma lembrança dos dois, por isso o enredo não tem uma ordem cronológica. Em um momento o leitor está em 1994, em outro em 2001 e depois vai para o presente e retorna para 2004. Isso pode não agradar a muitos leitores, mas isso em nada atrapalhou minha leitura. Pelo contrário, achei que a obra foi tão bem escrita que no fim cada lembrança se juntou como em um quebra cabeça, formando algo único.

A autora foi muito precisa em todas as informações dispostas na construção do enredo. Gostei da forma como ela abordou essa questão dos relacionamentos, dos medos de quando se é uma adolescente em busca da própria personalidade. E acho que Ryan foi essencial na vida de Molly nesse quesito. Ele sabia o que ela precisava, a conhecia como ninguém. 

Também tenho que falar sobre um objeto que Molly odeia, mas que depois ela entende o seu significado. É uma flamingo que a mãe de Ryan os presenteia quando eles vão morar juntos. Molly sempre tenta se desfazer do objeto, mas ele sempre acaba ficando. E então fui pesquisar o significado da ave e vi que simboliza a alma em ascensão para o encontro da luz, aquele que indica e conhece a luz. E Ryan é isso na vida de Molly, a luz, ele é quem a guia, que a ama do jeito que ela é, que mostra o verdadeiro amor.

"-Esse flamingo é você, minha desajeitada Molly, se esforçando para se destacar o tempo todo, muitas vezes dividida entre duas direções, entre o que acha que deve querer e o que realmente quer. Prada em um pé só o tempo todo! (...) E sou eu também, um pássaro social que vive em colônias e que precisa de outros para sobreviver!"

Molly ama tirar fotos e seu sonho era viajar o mundo, sair de Leigh. Enquanto Ryan só queria está em sua cidade, perto do mar, da sua família e amigos. E chega um momento que ele abre mão de tudo isso por ela. Para que Molly possa viver também seus sonhos, para que ela possa ascender assim como um flamingo.

"Eu achava que tirar fotografias me faria enxergar melhor as coisas, congelar o momento, lembrá-lo para sempre. Mas percebo que a única de fazer isso é viver o momento, não ficar atrás de uma lente."

Entre idas e vindas, entre erros e acertos, os dois descobrem que juntos são uma dupla perfeita. Que nada do passado pode atrapalhar o para sempre deles. No entanto, nem tudo na vida é uma certeza e, às vezes, algo acontece em nossa vida sem que tenhamos controle ou possamos mudá-las porque elas simplesmente acontecem (já estou em lágrimas nesse momento).


(...) "eu sinceramente achava que tinha perdido a fé no 'para sempre', mas agora sei que tanto o amor quanto a arte podem durar para sempre, porque têm o poder de transcender tudo-o tempo, a idade e, de fato, a própria vida."


E assim, cada capítulo é marcado por um beijo e o seu significado na vida de Molly, principalmente os que envolvem Ryan. A história dos dois é linda, emocionante e, por mais que talvez você não entenda algumas atitudes de Molly e queira lhe dar uns tapas, releve. Pois ela é apenas uma garota amadurecendo, tentando se encontrar, realizar seus sonhos e ter o amor de sua vida.

Eu recomendo "O primeiro último beijo" e tenho certeza que ele mexerá e muito com vocês, o farão realmente pensar na vida, nas suas atitudes e nos beijos e palavras desperdiçadas. E assim deixo esse trecho, um conselho da Molly para você leitor. 

"O futuro não está garantido pra ninguém, portanto beijem até não poder mais, na rua, na frente de todos! Beijem como se cada beijo fosse o último. E depois salvem todos eles na memória, para que possam guardá-los para sempre."


Autora da resenha: Caroline Oliveira

2 comentários :

  1. Adorei seu blog. Dá uma olhada no meu caradecotia.wordpress.com
    Amo livros, gostaria de ter mais tempo pra ler.

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  2. Adorei a resenha e como sempre está perfeita.Só uma coisa me preocupa rsrsrs no estilo de P.S eu te amo? Ai, gente!

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