Resenha: Como eu era antes de Você (Filme) - Jojo Moyes

Adaptação: Como Eu Era Antes de Você
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Jenna Coleman, Charles Dance, Matthew Lewis, Vanessa Kirby, Brendan Coyle, Janet McTeer e mais.
Direção: Thea Sharrock
Gênero: Drama
Duração: 109 min.
Distribuidora: Warner Bros
Classificação: 12 Anos

Sinopse: Will (Sam Claflin) é um garoto rico e bem-sucedido, até sofrer um grave acidente que o deixa preso a uma cadeira de rodas. Ele está profundamente depressivo e contrata uma garota (Emilia Clarke) do campo para cuidar dele. Ela sempre levou uma vida modesta, com dificuldades financeiras e problemas no trabalho, mas está disposta a provar para Will que ainda existem razões para viver.


"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante..." 


Créditos da imagem - Julieta Em Crise

A cena acima é do filme "Como eu era antes de você". Será um filme que ficará registrado em minha memória por muitos motivos.. Um deles: ter lembrado o tempo todo da frase que iniciei o texto, extraída do livro "O Pequeno Príncipe". Não é spoiler dizer que o amor mudou a vida desses dois aí no filme. Que a "Lou Clark" realmente sequestrou Will Traynor da morte em vida que ele vivia. 

A moça desengonçada, que absolutamente não combinava as roupas, combinou perfeitamente com o que aquele jovem rico e desiludido precisava. Sorriso com solidão, persistência com desilusão. E assim, dia a dia, ela passou a não trazer luz apenas para a casa, ao abrir as janelas, mas abriu outra janela bem mais fechada, onde ela era a luz. 

E o tempo dedicado foi tornando aquilo não mais um trabalho... E o amor desconsiderou qualquer limitação por muitos considerada... Tudo pode, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, nunca falha. Eis o amor. Eis a revelação do dom perfeito, que não tem outro desejo a não ser consumar-se. Sentimento que basta a si mesmo e que guia o curso da nossa vida ao lado de outrem, na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza. Que torna encontros improváveis perfeitos, pessoas completas transbordantes, seres diferentes semelhantes, como Lua e Terra atraídos por uma intensa interação gravitacional. Que constrói pontes para onde talvez ninguém tenha acessado. E mesmo que o caminho seja duro e escarpado, vale a pena enfrentá-lo, afinal ele também é sofredor. 

No final você descobre que sorriu todos os risos e chorou todas as lágrimas, que não seriam conhecidas com a desistência. Não ofereça uma última xícara de chá. Sequestre alguém e a mantenha no cárcere voluntário da felicidade!


Autor da resenha: Rômulo Galvão


3 comentários :

  1. Olá! Que leitura bacana!
    Gostei muito dessa referência ao pequeno príncipe.
    Lou se dedicou a tal ponto de fazer com que os últimos momentos dele fossem os melhores e mais felizes do que talvez não tivesse sido quando ela não estava na vida dele.

    Um abraço.
    Diego, Blog Vida & Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Com certeza, Diego. Lou foi essencial na vida de Will e, mesmo ele tomando aquela decisão, ela trouxe felicidade aos seus últimos dias. Algo que ele não tinha desde aquele momento trágico.

      Abraços!

      Excluir
  2. Fala, Rômulo! Beleza, cara?

    Interessante sua crítica!
    Ainda não li assisti ao filme, porém, pretendo assistir após sair dos cinemas, pois, tenho a impressão que o filme é melhor que o livro, já que para mim, foi uma leitura que não me agradou tanto.

    Abraços,
    Danny

    ResponderExcluir