Resenha: O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry

Livro: O Pequeno Príncipe
Título original: Le Petit Prince
Autor (a): Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Agir
Páginas: 93
ISBN: 9788522005239
Pontuação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
() Favoritado!

Sinopse: Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente, reencontrando sua criança. 

À primeira vista, um livro para crianças. Na definição de Antoine Saint-Exupéry, seu autor, "um livro urgentíssimo para adultos", o que talvez explique a extraordinária sobrevivência literária de O Pequeno Príncipe. Publicado pela primeira vez em 1943 na Nova York em que foi escrito e, no ano seguinte, na França, a versão brasileira chegou às livrarias em 1952. 

Apesar da presença explícita de dois personagens e do registro de um diálogo entre o aviador e uma criança, diversos aspectos autobiográficos estão presentes nesta narrativa. Através de imagens simbólicas, as passagens de ordem temporal, na vida do autor, estão ali presentes: casamento/separação, profissões, sonhos, decepções. Os dois personagens tornam-se representações do próprio Saint-Exupéry, em um monólogo interior entre o "eu" e o "outro".

A trama se inicia no deserto, depois de uma pane no sistema que forçou o pouso de emergência do avião, que nosso narrador-personagem encontrou o Pequeno Príncipe. O piloto estava dormindo em sua primeira noite solitária no Saara e já planejava o conserto demorado do avião quando o menino meigo, de cabelos louros, simplesmente o chamou e pediu que o piloto desenhasse. Ele queria que o piloto desse vida à um carneirinho para sua companhia. A partir daí, o piloto começou a conhecer melhor o sábio garoto, buscar entender como chegara até ali e de onde viera. 


"[...] – É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – frisou o rei. – a autoridade se baseia na razão. Se ordenar o povo se afogar no mar, ele fará uma revolução. Tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são sensatas."

O Pequeno Príncipe havia feito uma viagem por inúmeros planetas até alcançar a Terra. Em sua pequena casa, deixara, todo ressentido, sua rosa espinhosa para trás, e fora atrás de aventuras. No primeiro planeta, lidou com um autoritário rei, que ficava constantemente a espera de um súdito. Em seguida, conheceu no próximo planeta visitado, um vaidoso, seguido de um bêbado e, consequentemente, um homem de negócios, um geógrafo e um acendedor de lamparinas. Todos cegos pelos seus vícios. 

"– As pessoas do seu planeta cultivam cinco mil rosas em um mesmo jardim e não encontram ali o que procuram. (...). Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração." 

Nesse meio-tempo, O Pequeno Príncipe desenvolveu um interesse pelo Planeta Terra, que era maior, cheio de paisagens diferentes e com vários animais distintos. Conheceu primeiramente uma cobra, depois, uma raposa, e enfim, nosso piloto. Mas os dias de possível sobrevivência do piloto estavam se esgotando. A água só duraria oito dias! Eles precisavam encontrar um meio rápido para ir embora ou morreriam.

"– É bem mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros. Se conseguir julgar a si mesmo, provará que é um verdadeiro sábio."

O Pequeno Príncipe é uma bela história de reflexão e aprendizado. Com uma escrita fluída e simples, que envolve desde o público infantil até o mais maduro, o autor incita o leitor a reavaliar seus valores, levando-o a repensar as verdadeiras riquezas da vida. Amor, amizade, trabalho, dinheiro, política... O quanto esses itens são fundamentais em nossas vidas? Quais deles são (ou devem ser) nossas reais prioridades? Guiados pelo coração bondoso de uma criança (um pequeno príncipe que veio de muito longe), reaprendemos que o sentido da vida está nas pequenas coisas; "que o essencial é invisível aos olhos".

É impossível não amar esse livro e as reflexões que ele gera. Mas é inegável que o grande diferencial da obra está no fato de cada leitor interpretá-la de uma maneira, de cada um ser tocado de uma forma única. Ouso dizer que a leitura nos faz refletir exatamente a respeito daquilo que mais duvidamos. É como se o livro falasse com o leitor! Portanto, só lendo para saber o quão valiosa é essa obra. Outro ponto importante é lê-la de coração aberto. Esse é o tipo de livro que precisa ser degustado aos poucos, só assim a leitura será completa e nenhum pouco superficial.

"– Só se conhece bem o que se cativa. (...). As pessoas já não tem tempo de conhecer nada. Preferem comprar tudo pronto nas lojas. Como não existem lojas que vendem amigos, as pessoas não têm mais amigos."

Aqui está um livro completamente apaixonante! Sem dúvida o indico para todos os leitores.




4 comentários :

  1. Oi, Luan! Tudo bem?

    O Pequeno Príncipe é incrível! Mesmo sendo um clássico consegue ser contemporâneo! :)
    E acredita que não li ainda? Sério!

    Bem, quem sabe algum dia, não é? :D

    Abraços,
    Danny
    Irmãos Livreiros

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    1. Trate de iniciar a leitura o quanto antes, hehehe. Leitura mais que recomendada, valeu! ^^

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  2. Oie Luan!!
    Apaixonante é a palavra certa para definir esse clássico! Com uma suavidade admirável, consegue passar tantos ensinamentos e reflexões, questões essas que nunca paramos de verdade para pensar sobre. Essas quotes que você destacou são lindas! Um verdadeiro livro de cabeceira pra ler o tempo todo <3

    Um beijo!
    Débora
    http://amorlivronico.blogspot.com.br/

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