Resenha: Príncipe do Deserto - Elissande Tenebrarh

Título: Príncipe do Deserto
Autora: Elissande Tenebrarh
Formato: e-Book Kindle
Gênero: Leitura histórica; romance
Edição: 2016
Nº de Páginas: 283 páginas


Sinopse: Arábia, 1860.
“Ela se tornou cativa de seu próprio coração.”
Filha de um dos maiores arqueólogos da Inglaterra, lady Louise decide tomar as rédeas de sua vida ao se aventurar nas terras insólitas das Arábias, apenas com sua pequena equipe como companhia.
Durante uma importante escavação, a qual pode tornar Louise reconhecida na sociedade de arqueologia, a jovem é atacada por um grupo de salteadores que está em busca de tesouros. A única sobrevivente do ataque, debilitada e prestes a ser morta, é inesperadamente resgatada por um homem vestido com uma túnica azul, que não revela seu rosto e que está montado em um exótico animal.
Said não imaginava deparar com aquela cena, com aquela mulher à beira da morte e, honrando sua posição, fez a única coisa correta; salvou-a. Mas a mulher era tão bela e encantadora, que ele não viu outra opção para controlar seu desejo senão declará-la sua propriedade. 
Agora cativa do Príncipe do Deserto, poderoso Sheik mestiço, Louise descobre que precisa de forças suficientes para lutar não somente contra a ira de seu senhor, mas também contra o desejo arrebatador que sente por ele.

Tudo o que Louise mais queria é ser reconhecida pela sociedade de arqueologia, mostrar que uma mulher é tão ou mais capaz que um homem. E para isso, ela tinha dois homens ao seu lado: C e L. E assim os três embargam para as terras das Arábias em busca de uma terra perdida, cercada de mistérios, cuja lenda é muito conhecida pelos povos da região. O problema é que ninguém acredita que a cidade perdida de fato exista. Mas, Louise está mais que disposta a prová-los que ela existe sim e assim se consagrar como uma grande arqueóloga.


"Sei que não posso reclamar da minha vida, mas no fundo sinto falta de algo que sei que ainda não tenho ou não conheci. E isso é o que mais temo. Tenho medo do desconhecido, de tudo que não posso controlar, porque me tornam vulnerável."

No entanto, o deserto é repleto de perigos, salteadores estão a espreita em busca de ouro. E é em uma noite que o acampamento de Louise é atacado e a pobre moça ver seus dois companheiros serem mortos em sua frente. E quando ela já está sem esperanças, esperando o pior lhe acontecer, eis que surge um homem de túnica azul e a resgata.

Sem forças para lutar ou mesmo para tentar saber a identidade do homem que a salvou da morte, Louise se deixa ser levada pelo homem que mais tarde surge para reivindicá-la como sua serva.


" - Iria me permitir voltar? - Rebateu, olhando-o nos olhos.
- Não, não irei. - Said a encarou. - A situação pode ter mudado, mas ainda continua sendo minha, Louise. Seu corpo, seus pensamentos e seu afeto são meus."

Cativa do Príncipe do Deserto, o poderoso Sheik Said, Louise fará de tudo para fugir e tentar entrar em contato com seu pai. O que ela nunca imaginou é que se ver tão envolvida por Said, por sua força, inteligência e seu poder de sedução.

Louise sabe que é apenas uma escrava para ele e que corre o sério perigo de ser levada para outro acampamento para se casar com algum homem que Said deseje, já que foi isso que eles fez com suas outras amantes. Mas, mesmo sabendo dos riscos, ambos se envolvente um romance perigoso.

A obra é narrada em terceira pessoa, algo que eu particularmente amo, já que dar uma visão ampla da narrativa para o leitor. E a história se passa em sua maioria na Arábia e também na Inglaterra.

Said é um príncipe honrado, que sempre coloca a proteção de seu povo em primeiro lugar. Ele é filho de um poderoso sheik com uma mulher inglesa, que o abandonou ainda criança e retornou para seu país. E mesmo que sinta uma possessividade fora do comum com relação a Louise, ele sabe que ela não é a mulher certa para ele, que se envolver com a inglesa para além do que tem, pode lhe acarretar o mesmo destino de seu pai.

Louise, por sua vez, ver todos os seus planos de fuga irem por água a baixo. No entanto, ela começa a aprender coisas simples da vida que não é ensinado a nenhuma moça de sua idade em sua terra natal. E a cada dia ela se ver mais fascinada pela forma como vivem as mulheres da arábia, pela cultura e, principalmente, pelo sheik Said.

Mais uma vez a autora Elissande Tenebrarh presenteia o leitor com uma releitura que se tornou uma história única. A escrita é fluída, envolvente, que seduz o leitor de uma forma incrível. Sem falar que a autora nos transporta para o universo do deserto. Sua descrição do espaço é tão precisa, que o leitor se ver fascinado por tudo o que lhe é apresentado da cultura árabe.

Outro ponto positivo da obra é a forma como a autora desenvolve o relacionamento entre Louise e Said. Ambos possuem uma forte atração, mas o amor ele não surge como em um passe de mágica. Tudo ocorre aos poucos, com pequenos detalhes, palavras e gestos.

Não posso ainda deixar de comentar sobre Louise. Ela é realmente uma mulher a frente de seu tempo. Ela é inteligente que, mesmo sabendo qual o papel que a sociedade impõe as mulheres, luta para reverter essa realidade, mostrar que seu gênero pode e deve ser igual aos homens. Que elas podem ser o que quiserem, serem donas de si.

Algo que gosto muito na escrita da autora é sua capacidade de transformar as releituras em obras únicas. Você até percebe qual a história que ela utilizou com elemento para a construção do enredo, mas, no decorrer da leitura percebe que tudo que transformou em algo único.

Preciso dizer que recomendo? Está bem, vou dizer mesmo assim: eu super ultra mega recomendo.


"Said acolheu o rosto dela em suas mãos e se inclinou para beijá-la uma última vez, sentindo o sal de suas lágrimas misturadas ao beijo já tão conhecido. O mesmo beijo que fora capaz de enlouquecê-lo logo no primeiro contato, há tanto tempo."




1. Amazon (e-Book).

4 comentários :

  1. Não conhecia a história, não é bem o que tenho costume de ler, mas sua resenha me chamou a atenção... Quem sabe não realizo a leitura né?

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  2. Adoro releitura, mas sei lá essa não me deixou "WOW", mas quem sabe um dia eu leia

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