Resenha: Alma Negra (Trilogia Incarnate 02) - Jodi Meadows

Título: Alma Negra (Trilogia Incarnate 02)
Título Original: Asunder
Autora: Jodi Meadows
Edição: 2015
Nº de Páginas: 336
Editora: Valentina




Sinopse: Ana sempre foi a única. Marginalizada. Apartada. E, para piorar, após o Escurecimento do Templo causado por seu pai, vários cidadãos de Heart a culpam pela perda definitiva de algumas almas, as almasnegras — e pelas almasnovas que nascerão em seu lugar. SOMBRAS Muitos temem a presença de Ana, um lembrete constante das mudanças irreversíveis. E quando as sílfides começam a se comportar de maneira diferente em relação a ela, Ana terá que aprender não apenas a se defender como àqueles que não podem fazer isso por si mesmos. AMOR Ana aprendeu desde cedo que os sem-alma não podem amar. Mas, e as almasnovas? Mais do que tudo, ela deseja ter a chance de viver e amar como qualquer outro cidadão de Heart, porém mesmo depois de Sam declarar seus mais profundos sentimentos, será que ela conseguirá superar uma vida inteira de rejeição e aceitar o amor? Almanegra explora a beleza e as profundezas sombrias da alma, numa história que é ao mesmo tempo um romance épico e uma fantasia cativante.

Após o final "babadeira" de Alma Nova, claro, óbvio e evidente que eu teria que começar a devorar Alma Negra imediatamente. E o livro começa exatamente onde o anterior terminou: o Escurecimento do Templo. Esse acontecimento teve como consequências uma grande destruição da cidade e a perda de várias almas antigas que não mais poderão reencarnar, o que deixou os sobreviventes ainda mais intolerantes e malvados com Ana, uma vez que seu pai foi o responsável por tal evento e acabam culpando-a por tabela.

O clima em Heart é pesado por causa do luto e dos ânimos alterados, os cidadãos lutam para prosseguirem com suas vidas, enquanto tentam processar o acontecido e reconstruir o que foi danificado, porém, o pensamento de que muitos de seus entes queridos se perderam para sempre, se tornaram almasnegras é doloroso demais. Ana também sente a perda, por mais que muitos dos que se foram não a suportassem, a ideia da morte definitiva a deixava triste. Não sabendo como lidar com o luto das pessoas de Heart e com tantas coisas em mente, ela e Sam partem para fora da cidade por algum tempo.


Longe do clima tenso, Ana começa a estudar os documentos que seu pai lhe deixou e a entender o que realmente aconteceu na noite do Escurecimento do Templo, e como isso ajuda a explicar a razão por trás de seu nascimento, embora para cada pergunta respondida, uma nova pergunta surge. O que ela faria a respeito de seu novo conhecimento sobre o Templo e sobre Janan? O que aconteceria na Noite das Almas? Como se Ana já não tivesse muito o que pensar, as sílfides começam a segui-la em sua jornada e apresentar um comportamento estranho, fazendo com que ela levante várias suspeitas: o que elas pretendem? E o que realmente são?

“Janan não queria que eles soubessem. Que fizessem perguntas. Ele guardava um tremendo segredo naquele tempo, naqueles livros, e, de alguma forma, isso estava ligado às sílfides. Eu só precisava descobrir que segredo era esse, e usá-lo contra Janan. ”


Quando regressam à cidade, logo de cara eles precisam lidar com um problema ainda maior. Devido ao grande número de baixas após a tragédia, o Conselho concede um maior número de licença aos casais para terem filhos no intuito de recuperarem as almas que se perderam. Porém, almasnovas começam a nascer, o que gera revolta entre os habitantes que começam a se dividir entre os que apoiam as almasnovas e os que desejam seu fim.

Ana mais do que nunca precisa se emprenhar em achar as respostas que busca e quanto mais ela cava atrás delas, mais percebe que a verdade pode ser sombria e perigosa. E mesmo assim, ela não desiste. Pelo bem das almasnovas que nasceram e que ainda nascerão, ela precisa ir até o fim e, para isso, poderá contar com Sam sempre ao seu lado (É muito love).

“ — Eu iria a qualquer lugar com você. — Ele tocou meu rosto. — Não importa a distância, o lugar nem o porquê. Quero ficar com você, custe o que custar. ”

No quesito romance, o casal começa a enfrentar alguns problemas. Sam está devastado com as perdas, embora também entenda o lado de Ana. No entanto, outras questões o atormentam fazendo com que ambos acabem discutindo. Entretanto, o amor entre eles prevalece, superando os obstáculos e provações que aparecem no caminho (Sam o personagem mais fofinho que você respeita!)


“(...) O corpo dele relaxou e a voz aqueceu, como se ele já soubesse. Quando sorri e ergui o rosto, Sam me beijou com tanta doçura que meu corpo inteiro estremeceu de desejo e adoração. Que outra pessoa no mundo conseguiria me fazer tão completa?

Ninguém. Somente Sam. Sempre fora ele. ”


Sobre a Ana, ela consegue manter sua personalidade e evolui ao longo da história, não caiu na "maldição do segundo livro". Ela também conseguiu solidificar as amizades que havia conseguido e também agrega novos e, infelizmente, também faz novos inimigos. Sua relação com Sam, ao meu ver é ainda melhor, a forma como a autora constrói o amor entre eles é suave e bela, não há "forçação" de barra. Sam por sua vez, continua apaixonantemente fofo, sempre ao lado de Ana. Mesmo nos momentos de desentendimento, ele está lá para protegê-la e ajudá-la no que for preciso. As cenas das aulas de música, a forma como esse laço entre eles é forte, a sintonia de ambos é muito deliciosa de se ler. Os personagens secundários também ganham maior destaque, tendo suas funções solidificadas na trama.


Nessa sequência maravilhosa, a autora continua a nos encantar com esse universo único e fantástico que ela criou, respondendo algumas das questões já apresentadas e levantando outras, além de conseguir abordar temas como preconceito, injustiça, e questões da mente, da alma e do coração humano, medos e desejos.



“O que acontecia após a morte? Para onde você ia? E o que fazia? O que mais assustava todo mundo era a possibilidade de você simplesmente acabar. ”

Jodi consegue ser descritiva sem ser cansativa, ela nos presenteia com detalhes primorosos do seu universo, dos sentimentos e pensamentos dos personagens, proporcionando ao leitor muito material para imaginar tudo o que se passa na trama. E assim como o final de Alma Nova foi "babadeira", o final de Alma Negra não fica atrás, deixando o leitor faminto pelo próximo livro!



Próximo livro da série:
2. Amazon


5 comentários :

  1. Essas capas são baphonicas, não sou fã de fantasia mas sua resenha me fez ficar curiosa

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    1. Gata, da uma chance, vai que de repente vc até gosta ;)

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  2. li o resenha do outro livro da serie aqui, e posso ver que essa serie realmente não é para meu gosto, acontece...acontece, mas que bom q vc gostou Kessia :)

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  3. Fantasia não é muito a minha, mas eu sou super apaixonada por essa capa hahahahahahaha

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