Resenha: Samantha Sweet, Executiva do Lar - Sophie Kinsella

Título: Samantha Sweet, Executiva do Lar
Autor (a): Sophie Kinsella
Editora: Record
Gênero: Chick-Lit/Romance 
Nº de Páginas: 384
Edição: 2015

Sinopse: Meu nome é Samantha, tenho 29 anos. Nunca assei um pão na vida. Não sei pregar botão. O que sei é reestruturar um contrato financeiro e economizar 30 milhões de libras para meu cliente.
Samantha Sweet é uma advogada poderosa em Londres. Trabalha dia e noite, não tem vida social e só se preocupa em ser aceita como a nova sócia do escritório. Ela está acostumada a trabalhar sob pressão, sentindo a adrenalina correr pelas veias. Até que um dia... comete uma grande mancada. Um erro tão gigantesco que pode destruir sua carreira. Samantha desmorona, foge do escritório, entra no primeiro trem que vê e vai parar no meio do nada. Ao pedir informação em uma linda mansão, é confundida com uma candidata a doméstica e lhe oferecem o emprego. Os patrões não fazem idéia de que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158, e que não tem a menor noção de como ligar um forno! O caos se instala quando Samantha luta com a máquina de lavar... a tábua de passar roupa... e tenta fazer cordon bleu para o jantar... Mas talvez não seja tão incapaz como doméstica quanto imagina. Talvez, com alguma ajuda, ela possa até fingir. Será que seus patrões descobrirão que sua empregada é de fato uma advogada de alto nível? Será que a antiga vida de Samantha irá alcançá-la? E, mesmo se isso acontecer, será que ela vai querer de volta? A história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. E descobrir para que serve um ferro de passar...

A trama gira em torno de Samantha, uma advogada extremamente bem-sucedida e dedicada que vem de uma linhagem de advogados, inclusive, sua mãe que é super famosa no ramo e tem como sonho se tornar sócia da empresa que trabalha. Para isso, é claro, ela trabalha como louca, sem descanso. No dia em que o resultado de quem ganharia a promoção seria divulgado, Samantha descobre que cometeu um erro bobo e que teria proporções gigantes, e o pior: não poderia ser consertado.


"– Vocês, viciados em trabalho! – Ela tira-o da minha mão, exasperada. – Os e-mails podem esperar. Tudo pode esperar. Você simplesmente não sabe como se relaxa!

– Não sou viciada em trabalho! – retruco cheia de indignação. –-Sou advogada! É diferente!

– Você está na fase da negação. – Ela balança a cabeça."

Samantha fica apavorada, pois tinha certeza de que com isso iria perder o emprego e toda a carreira, ela foge, pegando o primeiro trem que enxerga, sem saber para onde estar indo. Em uma das paradas, ainda atordoada e sem saber onde está, ela pede informações em uma mansão, onde é recebida pelos Geigers, um casal de ricaços que estranhamente lhe mostram a casa e falam sobre como a prataria precisa ser polida. Samantha acha estranho, mas decide passar a noite na casa deles e decidir o que fazer da vida no dia seguinte. Ao acordar, descobre que na confusão do momento aceitou o emprego de empregada doméstica. Só tem um problema: Samantha não sabe fazer absolutamente nada relacionado a isso. Sua vida se resumia ao seu emprego, à sua inteligência e capacidade de lidar com a pressão. Mas qual era a outra alternativa que ela possuía? Após avaliar os prós e contras, Samantha decide fingir que não é uma advogada, e sim uma resignada doméstica pronta para atender a todas as excentricidades da família. Será que a atuação vai dar certo? Ela vai aprender como fazer todos as atividades de empregada? Será que o passado de Samantha irá a perseguir até onde ela está?

"Então isso é que é ser uma mulher com lazer. Ficar sentada com folha de alumínio no cabelo, tomando Buck’s Fizz e lendo revistas. Não leio nenhuma revista além de O Advogado desde que tinha uns 13 anos. Normalmente passo o tempo no cabeleireiro digitando e-mails ou lendo contratos."

O desenrolar do livro é excelente, assim como todos os livros que já li da Sophie Kinsella, e mostra um gigantesco desenvolvimento pessoal, bem como profissional​ da protagonista. Haja vista que ao colocar de lado seu cargo de executiva empresarial e assumir a função de executiva do lar, ela passa a dar valor as coisas pequenas que antes não possuíam significado algum. Esse livro nos apresenta uma excelente perspectiva de vida: como você está levando sua vida? Você tem tempo para si mesmo? E sua família, eles são importantes para você? 

O livro é bastante divertido com uma pitada de reflexão, principalmente, nas questões feministas que continuam sendo bastante atuais. O humor crítico e inteligente da autora fica evidente em muitas passagens do livro. 

Apesar do livro apresentar um ritmo lento e ter tido um desfecho morno se for comparado a outros livros da Sophie, ainda sim a obra não perdeu todo seu brilho. Sendo assim, eu continuo recomendando a leitura, pois foi maravilhoso emergir nessa história e conhecer todos esses personagens.

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