Resenha: Younger - Pamela Redmond Satran

Título: Younger
Autor (a): Pamela Redmond Satran
Editora: Record
Gênero: Chick-Lit/Romance 
Nº de Páginas: 320
Edição: 2015

Sinopse: Livro que inspirou a série de TV com Hilary Duff e que tem tudo para agradar as leitoras de Sex and the City e Selva de Batom.
Alice sempre pareceu mais nova do que realmente era, apesar de alguns fios de cabelo branco e do jeito despojado de dona de casa de Nova Jersey. Ou melhor: ex-dona de casa. Agora que o marido a deixou e que a filha já não é mais criança, ela precisa refazer sua vida. Então deixa que sua melhor amiga, Maggie, transforme seu visual na véspera do Ano-Novo.
Graças às maravilhas da tintura de cabelo e de um par de jeans colado ao corpo, Alice se vê com uma aparência mais jovem, fato atestado num bar de Manhattan: à meia-noite, ela beija um cara que ainda usava fraldas quando ela já cursava o ensino médio. A mentirinha que contou a Josh a faz acreditar que, se ninguém perguntar sua idade, ninguém vai descobrir a verdade. Então Alice se candidata a um cargo na editora em que trabalhou brevemente antes de se tornar mãe em tempo integral – e consegue o emprego.

Aos poucos, Josh se apaixona perdidamente por Alice, uma mulher muito mais interessante que as da idade dele. Para ele, Alice tem 29 anos – e pela primeira vez desde os 29 ela tem a sensação de que a vida é um mar de possibilidades. Mas, infelizmente, uma delas é ser desmascarada.



O livro traz a história de Alice, que sempre foi uma mulher que colocou o bem estar dos outros em primeiro lugar. Na adolescência, quando todos só pensavam em fazer festa e em parecer descolados, ela foi voluntária para empurrar a cadeira de rodas de uma menina deficiente para todos os lados. Quando engravidou de Diana, abdicou da sua carreira no mercado editorial e nunca voltou ao trabalho, mesmo depois da filha ter crescido. Logo, sua vida resumiu-se a cuidar da casa, do marido e de Diana.

Agora, aos 44 anos, depois de um divórcio doloroso, da morte da mãe e da ausência da filha, que decidiu se mudar para a África através de um intercâmbio, Alice queria recomeçar, mas se julgava muito velha para isso. Como teria sido se ela tivesse curtido a sua adolescência ao invés de se casar e engravidar? Ou então, priorizado uma carreira promissora ao invés ser mãe em tempo integral? Essas e outras diversas dúvidas permeavam a sua mente angustiada que não sabia o que fazer para seguir em frente.


"Só nós mesmas temos o poder de transformar nossos sonhos em realidade." 

Era noite de ano novo e Alice tinha um desejo: ela queria ser mais jovem e se reinventar como uma pessoa diferente. De acordo com Maggie, este era um desejo fácil de se realizar. Tudo o que Alice precisava era de uma boa tintura de cabelo, uma maquiagem bem feita, roupas que lhe caíssem bem e certamente aparentaria ser mais jovem. Alguns minutos mais tarde, Alice simplesmente ficou embasbacada olhando para aquela loira linda, de 22 anos, no espelho à sua frente. Agora só dependia de Alice ir atrás de todos os sonhos que deixou em suspenso. Restava saber se ela daria conta de sustentar as suas mentiras por muito tempo.

"A mulher no espelho parecia comigo, de alguma forma, mas era uma versão diferente de mim que nunca existira na vida real."

O que mais me encantou na obra foi o fato da autora não abordar apenas a questão do mercado de trabalho para pessoas que estão acima dos trinta anos, mas também o relacionamento entre pessoas de idades muito diferentes. O relacionamento entre Josh e Alice não foi escrito de forma leviana, apenas para incluir um romance no enredo, mas sim de forma que você conseguia perceber o envolvimento dos personagens e perceber que eles realmente estavam apaixonados um pelo outro.



Contudo, o desfecho da história foi um pouco corrido, visto que poderia ter sido trabalhado de uma outra forma. Além do mais, ainda que a adaptação para a TV tenha sido melhor que a obra que deu origem, pois aprofunda muito mais a temática abordada e, isso, não faz com que o livro perca o seu brilho.

Enfim, o livro é divertido e traz algumas reflexões. Recomendo a leitura, para os fãs da série de TV e também para quem curte o gênero​ chick-lit.





1 comentários :

  1. OOii Luan!!
    Tudo bem?
    Eu não conhecia esse livro, na verdade eu leio poucos chick-lits, não por não gostar do gênero, mas é que eu sou mais dos romances, romances de época e tal, mas gostei da premissa desse livro da resenha, só é um pena o final ter sido corrido, qdo é assim eu sempre tiro uma estrela da classificação, pq eu acho q o final é o que tem q ser mais trabalhado, para marcar o livro.
    Beijinhos!!
    Amanhecer Literário

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