Resenha: The Cruel Prince - Holly Black

Título: The Cruel Prince
Autor: Holly Black
Edição: 2018
Nº de Páginas: 384
Idioma: Inglês
*Não lançado no Brasil





Sinopse: Mas é claro que eu quero ser como eles. Eles são lindos como espadas criadas pelo fogo divino. Eles vão viver para sempre. E Cardan é ainda mais bonito do que os outros. Eu odeio ele ainda mais. Eu odeio tanto ele que às vezes quando olho para ele, mal consigo respirar.


Jude tinha apenas sete anos quando seus pais foram assassinados e ela foi levada junto de suas irmãs para viver na Corte das Fadas. Dez anos depois e Jude só quer pertencer ao mundo para o qual foi roubada. O problema é que o povo fae odeia a mortalidade e os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais novo do rei.

Para ganhar o seu espaço na Corte, ela precisará desafiá-lo e sofrer as consequências disso.












Jude Duarte tinha apenas sete anos de idade quando Madoc, um enorme e colérico fae, bate à porta da casa onde vivia com seus pais e suas irmãs. O ser assustador mata a sangue frio os pais da menina e a leva juntamente com sua irmã gêmea, Taryn, e sua meia-irmã mais velha, Vivi, para a Corte das Fadas. Acontece que a mãe das meninas era comprometida com Madoc e vivia na Corte com ele, até que ela se deu conta de que aquele não era o mundo (nem o homem) que ela queria para viver e criar o bebê que estava por vir. Então "a loka" fugiu junto com seu amante humano, mas a criança em seu ventre era do fae com quem era comprometida. Por anos, ela viveu em paz com seu parceiro humano, a filha meio-fada e as filhas resultantes de sua segunda união, porém, os fae são imortais e não deixam barato uma traição. 

Madoc, ao viajar para o mundo humano em busca de reivindicar a sua filha, acaba por matar a esposa juntamente com o amante, deixando as gêmeas do casal órfãs e indefesas. Entretanto, seu senso de dever e honra não lhe permite abandonar as meninas a própria sorte. Assim, ele as leva também como sua responsabilidade e as cria como filhas.

Por dez anos, Jude e suas irmãs tem vivido na Corte das Fadas. Enquanto Vivi, por ser meio-fada, é facilmente aceita como um deles, Jude e Tyran têm de se esforçar ao máximo para serem pelo menos suportadas. Embora vivam no conforto e no luxo que a posição de General, que seu pai adotivo ostenta, pode bancar, elas não são respeitadas pelos demais fae. A maioria deles apenas as atura, pois as veem como frutos da traição de uma mulher humana fraca e infiel (é, os humanos para eles valem menos que o pum do cavado do bandido). E, pior, por causa da alta posição do General, suas filhas, mesmo que adotivas, devem ter uma boa educação, frequentando, assim, as aulas e palestras juntamente com os filhos da nobreza feérica... 

Os jovens nobres fae são egocêntricos, malvados e sem a menor noção de limite, em especial o filho mais novo do Rei, o Príncipe Cardan que, juntamente com seu grupinho de amigos entediados e maléficos, tornam a vida de Jude um desafio ainda maior a cada dia. O Príncipe e seus amigos mais próximos gostam de importunar e infernizar a menina, porém, Jude que não é besta e muito menos boazinha, sempre rebate os maus tratos que sofre. Infelizmente, isso só se torna combustível para que eles impliquem ainda mais.

A priori, começamos a leitura achando que iremos ver a história de uma menina adolescente que está tentando se afirmar em um mundo estranho cheio de desafios e preconceitos, onde ela irá tentar sobreviver ao bullying hard que sofre por parte dos "coleguinhas", só que, meus queridos, não se enganem, isso é só a ponta do iceberg! Quando você menos espera a história já tem dado uma virada tão grande, chega você fica tonto! Realmente, Jude vai embarcar na busca do seu lugar no mundo fae, porém, nessa busca, ela vai se enveredar por caminhos duvidosos, que irão levá-la para um objetivo totalmente diferente, e que ela jamais pode imaginar e que vai mexer com o destino de toda a Corte! 

E nesse balaio de gato que ela se mete, veremos um pouco de tudo que o universo de Holly tem a nos oferecer, embora, por ser o primeiro livro, ele é bem introdutório, então não nos aprofundamos, mas já temos uma boa visão do que está por vir.

Sobre os personagens: Jude é uma mocinha e tanto, ela foge um pouco do convencional por ser egoísta em certo grau (e eu não a culpo, isso a faz mais real). Ela não é boazinha, nem boba, tem atitude e é determinada. Não é uma personagem pronta, ela vai se construindo ao longo da história, o que dá ao leitor uma visão melhor dos fatos e de como tudo ocorre e quais as consequências geradas. Cardan....Ah, Cardan é um personagem com alto potencial, embora nesse livro ele parcamente foi explorado, vimos o lado perverso e cruel (por isso o nome do livro The Cruel Prince), um menino mimado, rico demais, imortal e entediado...Mas, e é aqui eu coloco um MAS em letras garrafais, ele parece ser muito mais que um rostinho bonito e maléfico. Ao progredirmos na leitura, vamos ver um pouco mais por trás da fachada do príncipe, o que não justifica seus atos, mas explica.

Uma característica interessante que a autora conseguiu empregar foi a sensação de sentimentos conflitantes, como a relação de Jude e Madoc. Ele matou os pais da menina, mas ele a criou e esteve presente, se importou e a protegeu, então chega uma hora que ela não sabe o que sentir exatamente sobre ele, sobre esse mundo. Tudo o que ela sabe é que aquele agora é o mundo dela. Vive, não teve grande destaque, mas eu apostaria que ela será essencial nos próximos livros.

A mitologia da história é muito boa e rica, está mais atrelada a mitologia feérica tradicional, o que não tira o toque de originalidade. A trama é muito bem amarrada, para despertar curiosidade e atrair a atenção do leitor. Além, é claro, de ter um final que você se contorce pela continuação, que espero sinceramente que não demore muito, ou vou surtar!



1. Saraiva (Inglês)



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